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domingo, 2 de junho de 2013

Saudades do tempero de Dona Jacinta do Hotel

Esta foto marca um momento inesquecível na família de Socorrinha de Zé Alberto, filha do saudoso Lourença Suprino e Dona Jacinta. Aqui a família reunida, Rejane, Diógenes, Alberto Filho, as meninas e meu amigo Junior ainda sem caminhar, hoje o homem feito. Diógenes Vasconcelos se consagrou um dos grandes enfermeiros em Campina Grande, hoje trabalha em varias cidades, inclusive sua terra natal.
Arquivo Diógenes Vasconcelos.

Posse de Zé Nicolau 3º prefeito de Santa Terezinha

No ano de 1969 tomava posse o senhor José Gomes da Silva, mais conhecido por Zé Nicolau, ele havia ganhado a eleição do saudoso ex-vereador Horácio José de Souza, empresario do ramo de combustível, ele foi o candidato por conta de uma compra de vereadores, um dos tais se vendeu e não apoiou a candidatura do meu avô Afonso. Numa eleição apertada Zé ganhou e governou apenas três anos. Em 1972 foi a primeira candidatura do saudoso ex-prefeito Afonso Ferreira de Andrade que governou o município por seis anos. Na imagem Lula Alexandre, Inácio, e Geraldo Nicolau irmão de  Zé no dia da Posse de Zé Nicolau então terceiro Prefeito de Santa Terezinha. Foi justamente nesta época que surgiu os nomes dos partidos que foram copiados por São José do Egito. Rabo de Couro e Boca Preta. O grupo de Horácio Rabo de Couro e os outros BP. Antonio Macaco dizia que o nome Boca Preta era por conta da cor de Zé Nicolau, mas não isso veio da terra da poesia que com a entrada de Raimundo Eufrásio vindo das Batatas deu-se o nome de 'Poeira'. Tá contada a história. 
Arquivo Gilberto Lopes.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O transporte terezinhense de romeiros das Missões de Frei Damião na cidade de Teixeira-PB.

Misto nas Missões de Frei Damião na cidade de Teixeira-PB.
Este em tela é um caminhão Chevrolet ano 1957, que foi transformado em pau de arara e que chamávamos de Misto. Este pertencia ao Saudoso João Marins Ferreira, meu avô. Dizem os mais velhos que ele foi o motorista  antigo da nossa terra santa, transportava o progresso de Santa Terezinha para Patos, e cidades adjacentes. Meu contou na noite de hoje que este transportava fibra de agave (Sisal) daqui pra Campina Grande, isso em alguns dias de viagem em estrada de chão batido, cheias de curvas e abismos. Nossa família herdou o velho e cansado caminhão, passou por alguns dos filhos e terminou seus dias de vida em João Dourado que antes era Canal na Bahia, quem o levou foram os irmãos Eretiano Martins Ferreira e Geraldo Martins. Hoje só resta lembranças como diz a música de Bartô Galeno.
Arquivo da família.

O passado politico de paraíba á pernambuco

Nesta imagem juntamos a politica com medicina e segurança. O primeiro da fila o ex-vereador Tibucio Batista Neto ( Tito da Lagoa, In-memoriam), Joacil Martins de Souza ( Peba Martins, In-memoriam,José Caetano de Brito (Tiu Caetano In-memoriam), Dr. Carlos Magno Vaz da Costa( Dr. Carlos), Amaro Ângelo( Cabo Amaro), Geraldina Tenório, por traz Dr. José Moura Mororó( Dr. Mororó, In-memoriam), e o garoto João Bernardo Neto ( João Caneco). Este foi um grande encontro de amigos em um Bar de Santa Terezinha.
Arquivo Lurdinha de Tito.

O passado do presente entre as famílias Zezé Leite e Caboco Ferreira

O tempo passa, o tempo voa, dizia uma comercial da Caixa Econômica Federal ainda nas tvs sem controle remoto. O empresário terezinhense Paulino Ferreira de Lira ( Caboco da Bodega), José Leite de Lima( Zé Leite,In-memoriam), Maria Vilani Leite de Lima, o hoje Dr. Hélio Melo de Lima, sua irmã Cristina Melo, e os irmãos Paula Andreia Ferreira Santos e Eclériston Clério Ferreira Santos( Zé de Caboco). Essa festa foi em algum casamento em que ambos na imagem foram os padrinhos.
Arquivo Elis Regina Leite.

Ao som dos batuques da Banda Marcial José Paulino de Siqueira em Santa Terezinha

Ao som dos batuques da Banda Marcial José Paulino de Siqueira em Santa Terezinha no extinto prédio onde funcionava a escola que educou milhares de terezinhenses ao longo dos anos. A equipe da esquerda para direita: Dourival Chaveiro (Baixinho Soldado) Socorro de Cremilda, Lucia Maria Liberal de Vasconcelos (In-memoriam), Sinaldo de Manoel do Saco, Oliveiros Gonçalves de Brito (In-memoriam), José Adjair Ribeiro (  Tico Banha), José Eduardo de Oliveira o Maestro, Adailton Lira Feitosa (Dai In-memoriam), Marcos Antonio ( Marcos de Antonio Macaco In-memoriam), Francisco de Assis Ribeiro( Assis de Lourinha), José David de Vasconcelos Neto( Zé Neto do Sindicato). As crianças; Ninvaldo Lutosa da Costa, José Edson( Nêgo Macaco) Amilton Lira ( Mita de Sueli), Joacil Ferreira de Vasconcelos(Joinha de Espedito) e o jovem Jurandir Soares. Por traz de óculos, José Carlos Leite Silva (Texera de Joca), antes de Dourival, fiquei com uma duvida, será Gonzaga de Zé Gueguel? Me ajuda aí. A Banda que teve inicio nos anos 70 teve seu fim em 2000.
Arquivo Lurdinha Siqueira.

Das mãos santa de Dona Adélia o nascimento de muitas vidas.

Em meados dos anos 26 começa seus trabalhos de parteira Dona Adélia, essa mulher franzina ao lado de seus amados filhos Orlando Batista dos Passos, Maria de Fátima Passos e Maria de Lourdes Siqueira Passos. Ela que começo a realizar seu oficio dado por Deus, ser parteira, isso começou em 1926 aqui em Santa Terezinha que na época era uma pequena Vila pertencente a São José do Egito. Foram vários filhos ilustres que nasceram com ajuda dessa grande mulher que nos deixou com muita saudade, quantos e quantos estão vivos sem contar os que se juntaram a ela no firmamento. Esta foto foi datada de 1971 defronte a sua casa onde morou por longos anos.  
Arquivo Lurdinha Siqueira.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Antonio Dias Novo, Um home de Fé

Antonio Dias Novo,popularmente conhecido e as vezes xingado por Antônio Pirú,ele ficava uma arara com alguém o chamava assim. Ele batia a cabeça até sair sangue quando alguma pessoa não chegava perto para pedir que parasse de bater. Este era um de fé, gostava muito das Igrejas, em tela ele dentro de sua capela de Santo Antonio por traz Colégio estadual. Esta capela foi doado o terreno por Anisio Ferreira de Andrade e com ajuda das pessoas foi realizado o sonho de Antonio. Hoje essa capela está sob a organização de Dona Lourdes e alguns paroquianos. Antonio não deixa de ser um folclórico terezinhense.
Arquivo Idaelson Silva. 

O ENCONTRO DE MANÉ DE COCO E LAMPIÃO





O ENCONTRO DE MANÉ DE COCO E LAMPIÃO – Jéfferson Desouza
Nas bandas do Pernambuco
Desde os tempos do cangaço
Quando briga findava no braço
Na pexeirada ou na bala
Que até hoje se fala
Das histórias de um caboclo
Sobre ele falo um pouco
No causo que agora conto
Que foi o dia do encontro 
De Lampião e Mané de Coco.

A Mané por uns cruzado
Deram a tarefa covarde
De ir em cidade e cidade
Pregar uns cartaz de procurado
No papel um retrato estampado
Com a foto de Lampião
Em baixo a descrição
Bandido, saqueador, e bandoleiro
E recompensa ao pistoleiro
Que o trouxer vivo ou num caixão.

E saiu Mané no seu jegue
Cumprindo sua jornada
Pregando ‘inté’ de madrugada
Os cartazes por onde passava
Mas uma coisa lhe assombrava
- E se com Lampião eu topar?
O delegado pra lhe sossegar 
Lhe conferiu a garantia
Que a muito Lampião se escondia
La pras bandas do Ceará.

Mas parece que a informação
Não ‘tava’ bem informada
Numa certa madrugada
Uns jagunços viram Mané 
No mato sem proteção qualquer
Dormindo por riba do chapéu
Com a bunda levantada pro céu 
O pobre Mané só sentiu
Quando com cano do fuzil
O jagunço cutucou-lhe o anel.

Mané sentiu o cutucão
Bem no meio do traseiro
De olho fechado tremendo inteiro
Tateou um troço roliço e fino
Pensou “valhei Jesus minino”
Não julgue mal esse coitado
Não sou, nem quero ser ‘viado’
Mas que isso seja o jumento, senhor
Que quer me comer e seu troço afinou
Porque se não for eu ‘tou’ é lascado.

Quando Mané abriu o olho
Avistou o que temia
Pensou “esse é meu ultimo dia!” 
Nessas terras do sertão
Era mesmo Lampião
E um bando de cangaceiro
Perguntando por dinheiro
Mané disse “tem não senhor”
E não me mate por favor
Mas se matar, mate ligeiro.

Respondeu o cangaceiro
- Eu não sou nenhum covarde
Não mato só por maldade
As vezes mato por dinheiro
Junto com meus companheiro
Só fazemos nos proteger 
E pare logo de tremer
Pois se não me esconde nada
Pegue logo a estrada 
Que vou liberar você.

A alegria durou pouco
Pois o jagunço Séraz
Num é que encontrou ‘os cartaz’
Entre as coisas de Mané 
Lampião gritou: – O que é?
- Esse cartaz de procurado?
- Tu tá de acoite com os ‘sordado’!
Portanto cabra se apresse
Em fazer sua última prece
Que tu vai ser fuzilado.

Mané disse: meu capitão!
Me permita se explicar
Se o senhor me matar
Matará um inocente
Ao senhor eu sou temente
Nunca lhe desejei um ‘má’
Eu quero mesmo mostrar
Que estou a lhe servir
Se o senhor permitir
A minha historia contar.

- quando vi ‘esses cartaz’
Fiquei muito indignado
Não deixei um ‘apregado’
Pelos cantos que passei
Ai ‘dispois’ eu pensei
Vou deixar isso assim não
Vou rodar todo o sertão
Arrancando ‘esses cartaz’
Pois fraqueza dessa não se faz
Ao meu nobre capitão.

Ai sai no meu jegue
Cumprindo minha jornada
Arrancando ‘inté’ alta madrugada
‘Esses cartaz’ maldiçoado 
Não deixei um ‘apregado’
Rodando o sertão sem medo algum
Embaixo de sol, e as vez em jejum 
E no mato tiro ‘minhas pestana’
E quando acaba a semana
Queimo ‘os cartaz’ e não deixo um.

- E graças a deus esse encontro
Na bolsa Mané enfiou a mão
Tirou quatro pregos longos de vergalhão
E disse tome cá esse presente
Lampião disse descrente
- Quatro prego? Tá brincando com eu?
Mané disse “aceite o presente meu”
E por favor não se ofenda
Essa é um oferenda
Envia pelo filho de Deus

Esses pregos meu capitão
Vieram do estrangeiro
Rodaram o Brasil inteiro
Ate chegar em minha cidade
E o padre de lá por bondade
Sendo seu admirador
A tarefa me confiou
De no dia que lhe encontrar
Esses santo prego entregar
Não próprias mãos do senhor.

Esses pregos capitão
Foram tirados da cruz
Eles pregaram Jesus
No dia de sua morte
São objetos de sorte
Por nosso senhor protegido
E você foi escolhido
Pra receber esse presente
E garanto daqui pra frente
Por tiro nunca será atingido.

Lampião ficou contente
Por ser um homem de fé
Abraçou, agradeceu Mané
Aquele presente de Deus
Com os pregos na mão se benzeu 
‘Tava’ protegido por cristo 
- Mané vou lhe recompensar por isto
Mas tudo ficou ameaçado
Quando veio cismado do outro lado
Pedindo palavra o jagunço Curisco.

- Lampião me desculpe
Mas este cabra lhe enganou
Pois pra pregar nosso senhor
Só três pregos foram usado
Um pregado em cada braço
E só um pregando os ‘dois pé’
Um mais dois dá três, não é?
Então tem prego ai sobrando!
Lampião apontou a arma gritando
- É melhor tu se explicar Mané!.

Mas Mané é cabra esperto
E disse de prontidão
- Vocês num se alembra não?
Na cruz tinha uma placa pregada
E nela uma frase talhada
A pois esse prego veio de lá
E se a memória não falhar
Lá ‘tava’ escrito o firmamento
O primeiro mandamento
“É proibido matar!”.

Lampião sabia que a frase na cruz
Dizia “Jesus, Rei dos Judeus”
E que o mandamento de Deus
“Não matarás” não é o primeiro
Mas liberou Mané são e inteiro
Viu sua inteligência como proeza
E vocês podem ter certeza
Que pra viver por mais um dia 
Ou o cabra usa da valentia 
Ou se vale da esperteza.

Poeta Terezinhense descreve a serventia da Farinha












AS SERVENTIA DA FARINHA

A farinha é um marco
Que ao nordeste da brilho
Com farinha me farto
De mandioca ou de milho
É tradição de pai pra filho
Come-la frequentemente
Pois se a comida da gente
Tá mole deixa um reboco
Aumenta o que tá polco
E esfria o que ta quente

A farinha agente ama
Pois com tudo é combinada
Com tripa chama uma cana
Com ‘toicim’ outra bicada
Feijão sem farinha é nada
Farinha sem feijão num guento
Separar esse casamento
Aqui não vem ao assunto
Só não pode comer muito
Pra não dá causa entupimento

É branca a de mandioca
A de milho amarelinha
A branca chamada “de roça”
Serve bem numa galinha
De tanto comer farinha
Cuidado pra num entalar
De Faro fafi fafafá
Forofada fumegante
Forte feito fortificante
Agora fale isso sem engasgar

A de milho se faz cancão
Também se come com mel
Com a de roça um belo pirão
Pro de Balta tiro o chapéu
Bolo, biscoito, pastel
A de milho é indicada
Em todo bicho que nada
A de roça cai muito bem
E ela serve também
Pra pescar em fojo piaba

Farinha de milho com leite
Cuscuz, fubá e angu
Farinha da mandioca
Ralada no Caititu
Enfeita o prato antes nú
Deixa em carne engordurada
A gordura camuflada
Pra acabar é a derradeira
Até pra acender churrasqueira
Num é que serve a danada

Foi escrita em poesia
Já foi tema musical
Manoel Oliveira escrevia
Todo seu potencial
“Farinha com feijão é animal”
Cantou Djavan em toada
Da Cruz diz em forma adequada
Que se fosse americana
O baquete de bacana
Era mesmo farinhada

A cocaína é a farinha
Que não quero e nunca quis
É diferente da minha
Deixa gente infeliz
Se cheira com o nariz
Ou aplica com injeção
Com ela não come feijão
E a pessoa fica loca
Farinha boa come com a boca
A que cheira não vale um tostão

Poesia: “Mas só em Santa Terezinha Cabrita anda em telhado”







Vendo essa imagem não aguentei, deu verso...

Nessa vida eu já vi
Lampião correr de medo
Jesus brigar com Pedro
Rio São Francisco Secar
Peixe voando no mar
Barcelona ser goleado
O Saara com neve gelado
Dente em bico de galinha
O poeta das presepada...

Popó e Maguila apanhar
Elefante com anorexia
Tartaruga que corria
Mas ligeiro que carro esporte
Papalegua perder pro Coiote
Vaquejada sem cavalo e gado
Papa Chico fazendo pecado
Num momento que perdeu a linha
“Mas só em Santa Terezinha
Cabrita anda em telhado”

Já vi Lula e Enéias sem barba
Acabar o sal de Mossoró
Chitanzinho expulsar Xororó
Pra lua o homem viajar
Pamonha de maracujá
Galope de jegue piado
Velhaco pagando o fiado
Tudo vi nessa vida minha
“Mas só em Santa Terezinha
Cabrita anda em telhado”

Jefferson Desouza, O poeta das presepada...

POETA TEREZINHENSE FAZ POESIA DA CHUVA




 A POESIA DA CHUVA
 O céu num azul intenso
É a folha de papel
O vento rabisca o céu
Anteriormente parado
Vai ficando agitado
Seu sopro aos ‘pouco’ cresce
Como um poeta escreve
 As ideias que a ele surgem
Estrofes feitas de nuvem
 Rimadas no papel celeste
O mote que em prece fizeste
 Com água servindo de tinta
Escorre do lápis e pinga
Criando sereno ao acaso
A quentura subido em mormaço
Do chão quente molhado
Declama o trovão envergonhado
 Baixinho os versos trovejando
 As rimas vão o empolgando
E o tom de sua voz aumenta
A folha celeste não ‘guente’
Toda a tinta em água derrama
O trovão mais forte se exclama
Cai água, o céu ‘relampia’
A biqueira mostra serventia
Molhando quem tá embaixo dela
 Espiando a ‘muié’ da janela
Esperança escorrendo em água
Aos declames em fortes ‘trovoada’
 Vão enchendo açude, barreiro
Cassote nadando faceiro
Pasto verde alegra uma vaca
Da toca sai preá e paca
Os joelhos no chão agradece
A água que a tudo carece
Das palavras com ela escrita
É vida a pilapo, catita
Marreco, bacurau e saúva
 Animal e homem se curva
Grato esquecendo a tristeza
Admirando a beleza
Nos versos da Poesia Da Chuva...
 (Jéfferson Desouza)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Desfiles de 7 de setembro na década de 80 em Santa Terezinha

Os desfiles de 7 (sete) de setembro em Santa Terezinha na década de 80. No Fuzileiro (Bumbo) nosso amigo Antonio Monteiro Filho, o maestro Antonio de Pádua ( Antonio Buga) e no Atabaque mais conhecido por Surdo, Socorro Soares( Côca de Ailton Grande), no Tarol de cabeça baixa, Antonio Fernando Nunes de Souza ( Antonio Bodeiro) Observando por traz de Monteiro o professor Eduardo Oliveira.  

sábado, 24 de novembro de 2012

O pioneirismo do Comercio de Santa Terezinha

Senhor Domingos,um dos primeiros comerciantes de Santa Terezinha PE


O Passado do Presente

Esta em imagem preto e branco uma fotografia 3x4 do Senhor Domingos,um dos primeiros comerciantes de Santa Terezinha PE. Este que teve muitas terras e muitos filhos, muitos deles vivos, sito; Antonio de Sinhor, Ceta, Bozinha, e Liota.
Arquivo Idaelson Silva.

O Passado dos ancestrais da Nossa Terra Santa Jacinto e Dona Ana.

O Passado do Presente


Para quem não conhece este na imagem em branco e preto é o casal: Jacinto Martins de Souza e Ana Dias Novo. Primeiro dono do açougue de Santa Terezinha ,ele que era filho de Joaquim Martins, um dos fundadores e quem doou muitos terrenos para as primeiras casas no inicio dos anos 20. Neste blog você acessa as páginas anteriores e conhece um pouco da história. Esta imagem foi postada pelo seu bisneto Idaelson Silva no Grupo Santa Terezinha no Facebook.
Arquivo Idaelson Silva.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CRONOLOGIA DO REI DO BAIÃO


1912 - Dia 13 de dezembro, sexta-feira. Nasce LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO, na Fazenda Caiçara, em Exu, situada junto a Serra do Araripe, Pernambuco. Segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos, o Mestre Januário, sanfoneiro de 8 baixos afamado na região, e Ana Batista de Jesus, conhecida por Santana.

1920
O filho do Mestre Januário recebe seu primeiro cachê ao tocar substituindo o sanfoneiro em festa tradicional na fazenda: 20$000 (vinte mil réis). Ainda adolescente, torna-se conhecido em boa parte das regiões vizinhas.
1926
Aos treze anos, Luiz Gonzaga compra sua primeira sanfona, na cidade de Ouricuri, graças ao empréstimo concedido pelo coronel Manoel Ayres de Alencar: um 8 Baixos, Koch, marca veado, igual ao do Mestre Januário, ao preço de 120 mil réis. Quando saldou sua dívida, anunciou ao coronel Ayres que não iria mais trabalhar com ele, pois a partir de então, seria sanfoneiro profissional.
1929
Participa de um grupo de escoteiros e conhece Nazarena, por quem se apaixona e com quem namora às escondidas. Rejeitado pelo pai da moça, de família importante, aproveita o dia da feira e vai tirar satisfações da desfeita armado com uma faquinha, após uns goles de cana. Leva uma surra de Santana e foge de casa para o Crato, no Ceará, onde vende sua sanfoninha de 8 baixos.
1930
Luiz Gonzaga aumenta sua idade para sentar praça no Exército, na cidade de Fortaleza. Com o advento da Revolução de 30 segue em missão militar pelo Brasil como soldado Nascimento. Mestre Januário consegue reaver a sanfona vendida no Crato por 80 mil réis, através de um amigo, o Sr. José Lindolfo.
1931
Após o término do tempo legal de serviço militar, o soldado Nascimento escolhe continuar servindo no Exército, instituição que representou o papel de uma grande e importante escola. Nas horas vagas acompanhava, pelos programas de rádio, os sucessos musicais da época.
1933
Por não conhecer a escala musical, é reprovado num concurso para músico numa unidade do exército, em Minas Gerais. Vira tambor-corneteiro e ganha o apelido de "bico de aço".
1936
Gonzaga aprende a tocar sanfona de 120 baixos em Minas Gerais, com um soldado de polícia chamado Domingos Ambrósio. Para treinar, adquire uma sanfona de 48 baixos e aproveita as folgas da caserna para tocar em festas.
1938
Gonzaga é ludibriado por um caixeiro-viajante, a quem paga 500 mil réis em prestações mensais para adquirir uma sanfona branca, Honner, de 80 baixos. Foge do quartel, em Ouro Fino (MG), para ir buscar a sanfona em São Paulo. Lá chegando, descobre que não vendiam sanfona no endereço que o caixeiro lhe dera. Ao retornar ao hotel onde se hospedara, acaba comprando uma sanfona igualzinha à que tinha ido buscar, pelo valor das prestações que faltavam pagar, 700 mil réis, e que ele havia arrecadado com a venda da sanfona de 48 baixos.
1939
Luiz Gonzaga dá baixa das Forças Armadas, impulsionado por um decreto que proibia para os soldados um engajamento superior a dez anos no Exército. Desembarca no Rio com bilhetes comprados para Recife, de navio, e Exu, de trem. Enquanto aguardava a chegada do navio que o levaria ao Recife, resolve conhecer o Mangue, o bairro boêmio vizinho. E lá, com sua sanfona Honner branca, faz sucesso tocando valsas, tangos, choros, foxtrotes e outros ritmos da época. Através de um músico amigo, o baiano Xavier Pinheiro, casado com uma portuguesa, Gonzaga vai morar no morro de São Carlos, à época tranqüilo reduto português no Rio.
1940
Luiz Gonzaga modifica o seu repertório, pressionado por estudantes cearenses, e consegue tirar nota máxima no programa Calouros em desfile, de Ary Barroso, na Rádio Tupi, executando a música Vira e Mexe, um "xamego" (chorinho) lá do seu pé-de-serra. Pouco tempo depois vai trabalhar com Zé do Norte no programa A hora sertaneja, na Rádio Transmissora. Chega ao Rio seu irmão José Januário Gonzaga, fugindo da seca devastadora e trazendo um pedido de ajuda por parte de Santana. Zé Gonzaga passa a morar com o irmão.
1941
5 de março. Data da primeira participação de Luiz Gonzaga numa gravação da Victor, atuando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário França, na "cena cômica" A viagem de Genésio. Seu talento chama a atenção de Ernesto Augusto Matos, chefe do setor de vendas da Victor. E no dia 14 de março Luiz Gonzaga grava, assinando pela primeira vez como artista principal, e exclusivo da Victor, quatro músicas que são lançadas em dois 78 rotações. É publicada a primeira reportagem sobre Luiz Gonzaga na revista carioca Vitrine, com o título Luiz Gonzaga, o virtuoso do acordeom. Ainda em 41, Gonzaga grava mais dois 78 rotações. O sucesso havia chegado, e Gonzaga já era chamado como "o maior sanfoneiro do nordeste, e até do Brasil".
1944
O apelido "Lua", invenção de Dino 7 Cordas pelo rosto arredondado de Gonzaga, é divulgado pelo radialista Paulo Gracindo na Rádio Nacional.
1945
11 de abril. Luiz Gonzaga grava o 25º disco de sua carreira como sanfoneiro, e o primeiro como cantor, com as músicas Dança Mariquinha, mazurca de sua autoria com letra de Miguel Lima, e Impertinente, polca também de sua autoria, instrumental. Mas a afirmação como intérprete só chega com o 31º disco, lançado em novembro, pelo sucesso estrondoso da mazurca Cortando o pano, uma parceria com Miguel Lima e Jeová Portella. Em 22 de setembro nasce Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, Gonzaguinha, fruto de um relacionamento com a cantora Odaléia Guedes. Desejoso de encontrar o parceiro certo para expressar sua musicalidade sertaneja, Luiz Gonzaga procura o cearense Lauro Maia. Este apresenta-lhe o cunhado, também cearense, advogado e poeta, Humberto Teixeira. Era o mês de agosto. Esse primeiro encontro rendeu a primeira parceria, No meu pé de serra, xote que só seria gravado em novembro do ano seguinte.
1946
No mês de outubro o conjunto Quatro Ases e um Coringa, da Odeon, acompanhado pela sanfona de Luiz Gonzaga, grava a segunda parceria de Gonzaga e Humberto Teixeira, a música Baião, sucesso em todo país. Depois de receber a visita de Santana, Gonzaga volta à sua terra, Exu, após 16 anos ausente. No retorno para o Rio, passa pela primeira vez no Recife, participando de vários programas de rádio e muitas festas. Nesse momento conhece Sivuca, Nelson Ferreira, Capiba e Zédantas, estudante de medicina, músico por vocação, apaixonado pela cultura nordestina.
1947
Luiz Gonzaga grava em março o 78 rpm que se tornaria um clássico da música brasileira: a toada Asa Branca, sua terceira parceria com Humberto Teixeira, inspirado no repertório de tradição oral nordestino. A partir desse ano, Luiz Gonzaga adota o chapéu de couro semelhante ao usado por Lampião, a quem tinha verdadeira admiração, à sua apresentação artística, - embora a Rádio Nacional ainda não o permitisse apresentar-se 'como cangaceiro' nos seus programas - assumindo, ao mesmo tempo em que também plasmava, a identidade nordestina no cenário nacional. Num domingo de julho, Gonzaga conhece na Rádio Nacional, a contadora Helena das Neves Cavalcanti, e a contrata para ser sua secretária. Rapidamente o namoro acontece, e Gonzaga pensa em casar.
1948
No dia 16 de junho Luiz Gonzaga e Helena casam-se no Rio de Janeiro, e passam a morar, juntamente com a mãe de Helena, dona Marieta, no bairro de Cachambi. 
1949
Aproveitando uma folga entre as gravações, Luiz Gonzaga leva a esposa e sogra para conhecerem o Araripe, e sua terra Exu. Porém,interrompem a viagem quando estavam no Crato, por causa das desavenças e mortes entre os Sampaio e os Alencar. A grande violência que marcava a disputa entre os clãs rivais ameaçava sua família, ligada aos Alencar. Preocupado, Gonzaga aluga uma casa no Crato, para onde leva seus pais e irmãos, enquanto preparava a mudança de sua família para o Rio de Janeiro, o que ocorreu ainda em 49. 
1950
Em janeiro, o médico formando Zédantas chega ao Rio, a fim de prestar residência no Hospital dos Servidores, para alegria de Gonzaga, que vai esperá -lo na plataforma da estação de trem. Nesse ano, Luiz Gonzaga lançou, gravando ou cedendo para outros intérpretes, mais de vinte músicas inéditas, a maioria parcerias com Humberto Teixeira e Zédantas que se tornariam clássicos da MPB. Em junho lança a música A dança da moda, parceria com Zédantas que retratava a febre nacional pelo baião. 
1951
Luiz Gonzaga já era o consagrado 'Rei do Baião', e o advogado Humberto Teixeira o 'Doutor do Baião'! Em maio Luiz Gonzaga sofre um grave acidente de carro, junto com seus músicos: João André Gomes, apelidado Catamilho, do zabumba, e Zequinha, do triângulo. Humberto Teixeira candidata-se a Deputado Federal, e recebe o apoio do parceiro. Durante todo o ano de 51 Gonzaga foi convidado permanente da série No Mundo do Baião, produzido por Zédantas, parte das atrações do Departamento de Música Brasileira da Rádio Nacional, cuja direção era de Humberto Teixeira. Gonzaga havia aproximado os dois parceiros, mas essa convivência era difícil e durou pouco tempo. Foi No Mundo do Baião que Luiz Gonzaga coroou, com chapéu de couro, Carmélia Alves como Rainha do Baião. Ela interpretava o baião com acompanhamento de orquestra, e levava a música do Rei para as boates e ambientes da elite. Luiz Gonzaga e Helena adotam uma menina: Rosa Maria. 
1952
Outubro de 1952, data do 71º disco da carreira de Gonzaga, o último 78 rpm com Humberto Teixeira, músicas já lançadas em anos anteriores. Hervê Cordovil é apresentado à Gonzaga por Carmélia Alves, e tornam-se parceiros. 
1953
Catamilho é afastado por Gonzaga do seu conjunto, e Zequinha o acompanha. Gonzaga contrata Jurai Nunes, o Cacau, para tocar zabumba, e Oswaldo Nunes Pereira, o Xaxado para o triângulo. Mais tarde, por causa de sua baixa estatura, Xaxado seria apelidado de Salário Mínimo. 
1954
Luiz Gonzaga conhece Neném, mais tarde Dominguinhos, aos 14 anos, na cidade de Garanhuns. Nesse mesmo ano seu primo, o vaqueiro Raimundo Jacó, é assassinado na região do Araripe. 
1955
Luiz Gonzaga apresenta o trio formado por Marinês, Abdias e Chiquinho, que ficou conhecido como Patrulha de Choque Luiz Gonzaga. 
1956
Marinês é coroada Rainha do Xaxado na Rádio Mayrink Veiga. A cantora japonesa Keiko Ikuta grava as músicas Baião de Dois e Paraíba. 
1960
11 de junho: morre Santana, vitimada pela doença de Chagas, no Rio de Janeiro. 05 de novembro: Januário, aos 71 anos, casa-se com Maria Raimunda de Jesus, 32 anos, no Exu. Gonzaga participa, gratuitamente, da campanha de Jânio Quadros à Presidência da República. 
1961
Gonzaguinha vai morar com o pai em Cocotá, Rio de Janeiro. Luiz Gonzaga torna-se maçom, e sofre outro acidente de carro que lhe desfigura o lado direito do rosto, ferindo gravemente o seu olho. 
1962
11 de março: morre Zédantas, aos 41 anos. Luiz Gonzaga conhece João Silva. 
1963
Luiz Gonzaga teve sua sanfona Universal, preta, roubada. Antenógenes Silva, seu amigo e afinador, lhe empresta uma sanfona branca. A partir de então, adota a cor branca para suas sanfonas, e a inscrição "É do povo" em todos os seus instrumentos. Luiz Gonzaga conhece o poeta cearense Patativa do Assaré. 
1964
Gonzaga compra terrenos em Exu, onde irá construir o Parque Aza Branca. 
1968
Carlos Imperial, apresentador de programas de rádio e televisão, espalha o boato de que The Beatles gravara a toada Asa Branca. Luiz Gonzaga conhece Edelzuíta Rabelo, advogada, numa festa junina em Caruaru. 
1971
A Missa do Vaqueiro é celebrada pela primeira vez, em memória de Raimundo Jacó. Desde então passa a ser anualmente celebrada, tornando-se evento tradicional em Pernambuco. 
1972
Gonzaga apresenta o espetáculo Luiz Gonzaga volta para curtir, no Teatro Tereza Rachel, no Rio, produzido por Capinam, para uma platéia formada maciçamente por estudantes. Nesse ano, rompe o contrato de 32 anos com a RCA. 
1973
Gonzaga é levado para a EMI-Odeon por Fernando Lobo, onde permanece por dois anos. Recebe o título de Cidadão Paulista, e inicia a reforma dos imóveis que havia comprado na entrada da cidade de Exu. 
1975
Luiz Gonzaga reencontra Edelzuíta, o grande amor da fase final de sua vida. 
1976
Luiz Gonzaga assina novamente contrato com a RCA Victor. 
1978
11 de junho: morre o Mestre Januário. 
1979
No mês de outubro morre Humberto Teixeira. 
1980
Luiz Gonzaga canta para o Papa João Paulo II na capital cearense. Inicia, em parceria com Gonzaguinha, a turnê do show Vida do Viajante, que percorre várias cidades brasileiras, estendendo-se até o ano seguinte, quando é lançado o álbum duplo da gravação do show, ao vivo. 
1982
Luiz Gonzaga viaja para Paris, onde se apresenta na casa de espetáculos Bobino, na noite de 16 de maio, a convite da cantora amazonense Nazaré Pereira. A partir desse ano, Luiz Gonzaga passa a assinar como Gonzagão quase todos os seus disco, forma como havia sido chamado por ocasião de sua turnê com Gonzaguinha. 
1984
Gonzaga recebe o primeiro disco de Ouro com o LP Danado de Bom, no qual tinha João Silva por principal parceiro, e que receberia um segundo Disco de Ouro em seguida. João Silva seria seu grande parceiro, a partir de então. Morre Jackson do Pandeiro. Gonzaga recebe o Prêmio Shell. 
1985
Gonzaga recebe o prêmio Nipper de Ouro, homenagem internacional da RCA a um artista de seu quadro. Luiz Gonzaga recebe dois discos de ouro para o LP Sanfoneiro Macho. 
1986
Luiz Gonzaga participa do festival de música brasileira na França, Couleurs Brésil, evento que inaugura o programa dos anos Brasil-França 86-88. O Rei do Baião apresentou-se na Grande Halle de La Villette no show de encerramento, junto com outros artistas brasileiros, para um público aproximado de 15 mil pessoas. O LP Forró de Cabo a Rabo, deu a Luiz Gonzaga dois discos de ouro e um de platina.
1988
Em junho pede o desquite, separa-se de Helena, e assume o relacionamento com Edelzuíta Rabelo. Neste ano também desliga-se definitivamente da RCA. 
1989
Luiz Gonzaga grava pela Copacabana Records seus últimos discos. 21 de junho: é internado no Hospital Santa Joana, no Recife. 02 de agosto: morre Luiz Gonzaga, aos 76 anos de idade.

Cedida pelo Memorial Luiz Gonzaga e com 
informações do historiador Paulo Vanderley.